quinta-feira, 11 de novembro de 2010

geração vestigial

Viveremos nos numa época em que os sentimentos já não importam nada quando comparados com a adernalina de um encontro fugaz?
Desde sempre que se soube que a noite é um local propicio a picos de adernalinas provocados por uma enorme quantidade de hormonas aos saltos dentro de corpos pré ou semi adolescentes, estivemos desde sempre habituados (tão habituados que até já o achariamos normal) a andar pela noite e ver em cada canto, em cada compasso da musica alguem agarrado numa eloquencia infernal e enojante de traiçoes e aventuras passageiras.
Porém, teremos chegado nós à época em que isto é tambem permitido em plena luz do dia?
Parques de estacionamento, fóruns e cafés serão o novo local de traiçao e aventura fácil?
Mais, estaremos nos a desistir da plenitude do amor para apostar na adernalina?
O que observo lá fora é isso mesmo. E por isso nasce-me um medo de me cruzar com o amor.
Pois nunca se sabe se ele apenas procura adernalina, quando tudo o que eu mais quero é a plenitude dos filmes vistos ao sabádo á noite no sofá e nos fins de semana na praia.
Serei eu antiquada, ou é o coração o orgão vestigial da nova geração?

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